A solução de peptídeos antitumorais é capaz de oferecer uma dinâmica positiva em tratamentos contra o câncer.

Peptídeos

Peptídeos como fragmentos de anticorpos

Assim como os anticorpos, peptídeos são moléculas compostas por aminoácidos ligados covalentemente entre si. Tratam-se de segmentos proteicos curtos, que podem ter amplo espectro de ação biológica, incluindo atividade antitumoral. Em geral, um peptídeo bioativo pode reconhecer especificamente um alvo celular, como um receptor presente na membrana plasmática, e assim ativar uma via bioquímica que culmina na morte celular por apoptose ou necrose. Alternativamente, certos peptídeos podem ser internalizados nas células e exercer um efeito citotóxico por meio da interação com outros componentes citosólicos. Um peptídeo pode, ainda, promover um efeito antitumoral indireto, inibindo a angiogênese ou ativando a resposta imune contra células tumorais.

Peptídeos podem ser quimicamente sintetizados e modificados de forma a melhorar sua estabilidade a atividade in vivo. A síntese de peptídeos em escala industrial e em grau clínico de qualidade também é viável, viabilizando sua utilização terapêutica. Por essas razões, os peptídeos bioativos compõem uma importante nova classe de drogas, que tem atraído interesse da indústria farmacêutica. Atualmente, cerca de 50 peptídeos são utilizados mundialmente para o tratamento de diferentes enfermidades.

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