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Desenvolvimento de medicamentos contra o câncer.

09 de abril de 2018 Anticorpos Monoclonais

Desenvolvimento de medicamentos contra o câncer.

Plataforma pioneira de apoio a empresas de base tecnológica do Brasil, o Programa Inovação em Pequenas Empresas (Pipe), da FAPESP, está completando 20 anos de existência. Nesse período, houve 1.921 auxílios contratados, e também 2.959 bolsas concedidas, vinculadas a esses auxílios. Foram contemplados projetos de quase 1.200 micro, pequenas e médias empresas do estado de São Paulo, totalizando cerca de R$ 400 milhões em desembolsos. Criado com o objetivo de estimular a inovação tecnológica e contribuir para a valorização da pesquisa na empresa, o Pipe tem apoiado empreendedores que desejam transformar conhecimento em novos produtos ou serviços. Com frequência, fomenta a inovação em um momento crucial para o negócio: o seu nascimento.


O programa vem investindo, de forma regular e ininterrupta, em pesquisas e resultou no desenvolvimento de centenas de produtos e serviços inovadores. Uma dessas iniciativas, financiado pelo Programa Pesquisa em Parceria para Inovação Tecnológica - Pite (ver Pesquisa FAPESP nº 204), foi a geração de um fármaco capaz de combater tumores.


A Recepta Biopharma comemorou os resultados de testes em modelo animal, feitos pela empresa farmacêutica norte-americana Mersana, desse medicamento contra o câncer. A droga, que em dezembro de 2017 entrou em testes clínicos em pacientes humanos, foi criada a partir de um Anticorpo Monoclonal (RebmAb200) desenvolvido pela empresa brasileira em parceria com o Instituto Butantan a partir de seu primeiro projeto.


“É o primeiro caso na história do Brasil de licenciamento internacional de uma patente de fármaco para tratamento de câncer”, afirma o físico José Fernando Perez, diretor da Recepta. O anticorpo original, isolado de roedores, foi licenciado aos brasileiros pelo Instituto Ludwig de Pesquisa sobre o Câncer, de Nova York, e no Brasil modificado de forma a ser testado em organismo humano (humanizado, em termos técnicos). O licenciamento e o avanço nos testes renderam à Recepta seu primeiro faturamento, R$ 8 milhões, desde a sua criação em 2006. “O sucesso foi fruto da agregação de valor e conhecimento do projeto apoiado pelo Pite”, afirma. A Recepta detém os direitos de comercialização no Brasil do medicamento, se aprovado, e pretende garanti-lo ao sistema público de saúde a preço reduzido.


Fonte: Revista Pesquisa FAPESP. "O maior programa de estímulo à inovação". https://bit.ly/2GylMox

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